20
Dez
09

“I feel like if someone were to touch me, I’d dissolve into molecules”

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Celine: I mean, I always feel like a freak because I’m never able to move on like…this! *snaps fingers* You know. People just have an affaire, or even… entire relationships… they break up and they forget! They move on like they would have changed a brand of Cereals! I feel I was never able to forget anyone I’ve been with. Because each person have… you know, specific qualities. You can never replace anyone. What is lost is lost. Each relationship, when it ends, really damages me. I haven’t fully recovered. That’s why I’m very careful with getting involved, because… it hurts too much! Even getting laid! I actually don’t do that… I will miss of the person the most mundane things. Like I’m obsessed with little things. Maybe I’m crazy, but…  [...] it’s the same with people. I see in them little details, so specific to each other, that move me, and that I miss, and… will always miss. You can never replace anyone, because everyone is made of such beautiful specific details. like I remember the way… your beard has a little bit of red in it. And how the sun was making it glow that… that morning, right before you left. I remember that, and…I missed it!

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(Before Sunset – 2004)

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(Before Sunsire – 1995)

14
Dez
09

So I like shoes.

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Nas últimas semanas, como consequência de cair no ótimo blog da Marjorie, eu tenho lido muitos textos sobre discriminação – feminina, racial, sexual, e por aí vai. Encontrei muito blogs como o Sociological Images, Stuff White People Do, Sexismo na Política, The Pursuit of Harpyness e outros que ainda não guardei nos meus favoritos, por inércia. Quanto à questão feminina, um dos assuntos mais trabalhados é o tratamento da mídia em relação à imagem da mulher. Como somos constantemente julgadas pela aparência que devemos ter, como devemos nos portar, que produtos devemos comprar para sermos socialmente aceitáveis e não repulsivas.  E por mais que muitas mulheres afirmam não se deixar levar portudo isso, a verdade é que essas coisas nos afetam sim. Se não afetassem, não compraríamos cremes anti idade aos 25 anos, não faríamos escova progressiva/definitiva, não cairíamos de boca nos livrinhos da Avon e do Boticário.

E aí, nós temos um paradoxo: porque a mulher deve ser, antes de tudo bonita e desejável. Pode até ser bem sucedida, mas o que devemos ressaltar antes são suas qualidades como mulher (link via marjorie). Primeiro o vestido da Michelle Obama, depois o sucesso acadêmico e profissional dela (pessoalmente, sim, eu admiro o gosto dela para roupas – mas acho ela ainda mais fantástica por ser uma mulher forte que não esconde sua personalidade pelo cargo do marido. O que não é o caso da Carla Bruni, com seus sapatos rasteiros para não fazer sombra ao Sarkozy e seu olhar de moça bem comportada). E o paradoxo é o surgimento de outro tipo de preconceito, que parte das próprias mulheres: o de não respeitar e dar crédito para aquelas mulheres como Vanessa Ribeiro e Michelle Obama: bem sucedidas e – veja você – bonitas e vaidosas! É um tipo de feminismo distorcido, em que as mulheres fazem questão de não se entregar à indústria da beleza (uma escolha delas, ok), e discriminar aquelas que como Vanessa, usam vestidos, salto alto, cuidam dos cabelos. É como se fosse um grito: “Vejam só, eu não tenho tempo para essas coisas! Eu não posso ir ao salão, eu não posso perder tempo escolhendo roupas, eu tenho muitas coisas pra fazer! Eu vou dormir tarde trabalhando e acordo cedo para trabalhar! Se você faz essas coisas, obviamente você não é tão capaz quanto eu!”

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Eu digo isso porque convivi com mulheres assim. Não vejo problemas em trabalhar de mais ou de menos, em gostar de moda ou não, mas vejo um problema muito grande em espezinhar as escolhas alheias. Eu não viro para minhas colegas de trabalho e digo “nossa, você está precisando de um corte de cabelo, hein?” ou “sabe, essa blusa ficaria muito melhor com uma saia”, então porque alguém sente necessidade de anunciar à uma mesa, repleta de colegas de trabalho, a maioria mulheres, de que “nossa, vim correndo do salão para chegar aqui a tempo, fazia mais de meio ano que não ia, mas também, não tenho tempo!”. Pode ser que isso seja apenas paranóia minha, mas eu não podia evitar de sentir uma certa dose de veneno direcionada à mim em (vários) momentos como esse. Sim, eu adoro roupas e sapatos e bolsas. Sim, eu uso maquiagem às 8h da manhã. Nada disso impediu que eu tenha sido uma das poucas alunas da minha turma a se formar sem pegar nenhum exame, participar de vários projetos, tirar a nota mais alta em uma prova de monitoria – também não passei em outra prova de monitoria, não acho que minhas roupas tenham sido o problema. .

Eu acho engraçado que esse preconceito venha – abertamente, pelo menos – de outras mulheres. Quando eu emagreci rapidamente, depois de trocar de remédios, não passava um dia sem que alguém, até às 8h da manhã, quando nem bem acordada eu estava, não comentasse esse fato. Mas eles sempre vinham de mulheres. Homem nenhum, muito menos meus amigos, vieram comentar o fato. Nem as tão comuns brincadeiras para quem era a única mulher em um grupo de quase 10 meninos se alteraram. Meu peso nunca afetou os comentários deles – nem  mesmo o infame comentário machista sobre a TPM.

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(outro detalhe é que o meu ganho de peso na época foi de 6Kg. Eu perdi eles muito rápido, e depois de algum tempo devo ter perdido mais uns 2Kg, mas convenhamos que isso não é uma perda de peso drástica a ponto de chamar a atenção. acho que meus amigos nem sequer notaram. Mas ao olhos das minhas colegas isso não passou despercebido)

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Eu lembro de um comentário de uma conhecida há alguns anos, em que ela dizia não gostar das alunas de uma outra universidade, “porque onde já se viu fazer escova no cabelo para ir à aula de manhã?!“. Se mais honesta eu fosse, teria perguntado à ela se o fato de naquele momento ela estar usando uma regata desgastada sem sutiã, curta demais para cobrir a faixa de gordura criada pela calça de cintura extra baixa era algum tipo de statement contra essas meninas. Por que se fosse, isso de maneira alguma fazia ela melhor do que elas.

Tentando resumir, o que eu estou tentando dizer é que: no meio desse turbilhão de feminismo mal interpretado, propagandas e piadas machistas, revistas de moda que pregam uma beleza inatingível, muitas mulheres escolhem um modo de ser e se vestir como uma atitude contra outras mulheres, e não como aquela com a qual se sintam bem (isso vale para aquelas que reclaman que fulana parece uma ‘chinela’, não só para os exemplos que eu citei). E pra mim, a vantagem de termos o direito de escolha é decidir o que é bom para nós, e não o que isso quer dizer sobre pensamos a respeito dos outros.

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Dormindo na pia de preocupada se você não gosta dos braços de fora.

12
Dez
09

Glee Cast – Don’t rain on my parade / You can’t always get what you want

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Assistam antes que a Fox tire do ar:

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E sim, a Lea Michelle tem experiênca na Broadway.

Fucking amazing.

12
Dez
09

Dois posts que deveriam estar aqui

mas estavam lá no Pgaol. Fora de ordem mesmo, só para dar uma semi ajeitada na casa.

1. Guess What’s On Tonight!

2. Bloddy Hell, Harry!

Continue lendo ‘Dois posts que deveriam estar aqui’

12
Dez
09

Who told you’re allowed to rain on my parade?

Este post não é sobre um programa de televisão.

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É um pouco mais que isso.

Mas o tópico é sim, Glee. Bear with me. Por que tantas pessoas amam tanto esse seriado? O que tem de tão especial para que a versão deles de “Don’t Stop Believing” (que sempre me lembra o J.D.) ser nomeada “TV Moment of 2009“? É por que Glee cai em uma categoria especial de seriados. Apesar ter como palco uma escola, não é um seriado adolescente. Não é um drama permanente à lá Brother & Sisters, nem uma comédia pura, como The Big Bang Theory (não desmerecendo nenhuma). Apesar de ser um musical, as músicas não são utilizadas para avançar a trama. Em pouquíssimos casos os personagens simplesmente saem cantando em uma cena (agora só me vem à memória a Quinn cantando “You Keep Me Hanging On”), mas as músicas sempre refletem *algo* pelo o qual um personagem, ou o grupo todo, está passando.

Por que, Glee, veja você, com toda a sua alegria (que é a tradução literal de “glee”), é na verdade, um drama, mas com uma pitada de… salvação. Os personagens de Glee não são personagens felizes, de bem com a vida, cujo maior problema é como conquistar e manter o título de Rainha do Uper East Side (think Gossip Girl), ou conquistar a vizinha gostosinha (think TBBT). Em Glee, eu diria que a única personagem que não é saco de pancada da vida – até agora – é a Brittany, que pensa que a raiz quadrada de quatro é arco íris (espero que o Mike, the Other Asian e o Matt tenham maior participação na segunda temporada).

be prepared for the angst.

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Analisemos: Will, o professor que reúne o clube, dá aulas de espanhol em uma pequena cidade de Ohio, quando seusonho era seguir carreira na broadway (embora ele não admita isso), está preso em um casamento infeliz com uma mulher que está fingindo – sim, fingindo – uma gravidez, e que o pressiona para largar o trabalho que ele ama por outro mais rentável. Rachel, a estrela, que de estrela não tem nada, é tão obcecada em vencer que falha em tudo mais na vida, e sabe que os colegas só suportam a presença dela no clube por ela ser a melhor cantora. A única pessoa que aguenta a existência dela é o Finn – que por sua vez se sente responsável pela mãe desde a morte do pai, e vive angustiado com a gravidez da namorada, que mal sabe ele está grávida na verdade do melhor amigo…. sem falar no Kurt (♥/lágrima). Mas não vou destrinchar todos os dramas de Glee porque vai levar muito tempo e acabar com a graça de quem não viu.

A questão é que, como a Santana, uma cheerleader que entrou para o clube como espiã da treinadora Sue Sylvester™ junto com a Quinn e a Brittany (♥), confessou no último episódio, Glee é mais do que um bando de singing losers.

“Ok, look, believe what you want, but no one’s forcing me to be here. And if you ever tell this to anyone, I’ll deny it, but I *like* being on Glee. It’s the best part of my day, okay?.

Rachel, a cética, prontamente afirma acreditar nela. Santana, obviamente, também tem seus problemas. E Glee é a sua válvula de escape, assim como para a Rachel e os outros personagens. Quando eles estão no estúdio do colégio, ensaiando coreografias e cantando, ninguém mais está lá dentro a não ser os membros do clube. Eles vivem a máxima do “cantar os males espanta” ao extremo. Apesar dos problemas de cada um, Glee faz com que eles se sintam bem, nem que seja durante a hora em que estão cantando. E todos nós precisamos disso.

“You know, I got be honest, I’m kinda of pumped about sectionals. This has been a hard couple of months – with Quinn and the baby and everything, and… I don’t know, I really think that… winning can make everything good for a while… you know? Is that stupid?”

Nessa sena cena Finn resumiu bem o que eu estou tentando explicar. Nem que seja por um tempinho, nem que seja por um dia, algo que só é importante para nós mesmos, mesmo que seja idiota para as outras pessoas, pode melhorar – ou dar a impressão de melhorar – um pouquinho as nossas vidas. Para os personagens, é Glee, e para nós,  Glee pode ser uma dessas coisas. É se perder por uma hora em um mundo que não sabe da existência do nosso, um mundo de cores vibrantes, pessoas cativantes e, principalmente, música.

“I’ll march my band out!”

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É apenas um seriado. Mas por uma hora, nós estamos lá e não cá. Por uma hora, nós não estamos simplesmente sentados em frente à à tv, simplesmente esperando a hora passar assistindo qualquer coisa que esteja passando, só porque está ali, enquanto evitamos voltar à vida real. Com Glee, esquecemos dos nossos problemas e vivemos o drama de cada personagem.

Isso claro, pode valer para qualquer seriado. Mas eu acredito que Glee tenha cativado tanta gente por incluir música na mistura. Música realmente *é* a melhor terapia. Quando não há mais nada há fazer, nada no horizonte, dar play naquela seleção de músicas nos permite dar vazão a sentimentos que nem sempre nos permitimos revelar. E pode ser que tudo volte quando a música acabe, mas, enquanto ela tocou, você estava bem.

E para fechar, acho que a última música da temporada é a que melhor representa o espírito da série. Os alunos agradecendo, em forma de canção, o professor que fez de tudo para que eles tivessem um lugar para serem eles mesmos, sem máscaras e “hierarquia”, e admitindo, entre coreografias passadas, lembranças de tudo que eles passaram, que embora eles tenham issues“you’re pretty messed up too (…) you gotta a piece of me, and honestly, my life would suck withou you”.

Todos nós temos alguém para agradecer.

Aw.

ETA: O A.V Club tem uma visão mais negra que a aminha sobre a tristeza em Glee. Na crítica do quinto  episódio: “The central message of Glee is damned dark. Everybody wants something bigger than themselves, and almost none of us are ever going to get it. No matter how nice it is when we sing “Somebody to Love” and everybody claps for us, Lima, Ohio, isn’t Broadway. It’s not even the community theatre in Tulsa, Oklahoma. These are people chasing ephemeral impossibilities and – at the same time – realizing that their lives IN THE MOMENT aren’t working out so hot. Nobody’s with the people they wish they were with (like Peanuts!). Life is constantly shitting on all of them (like Peanuts!). And every small moment of happiness is ultimately so tiny that it only carries over for a few minutes after (like Peanuts!). As an avowed lover of all things Charles Schulz, this really gets to me. The ending of A Charlie Brown Christmas, like the ending of this episode, is only a happy one precisely because we know that what lies on the other end of the story is utter sadness. A few days after now, everyone will have forgotten that Charlie Brown can sure pick out a nice tree, that the club rocked the Queen to the delight of everyone, and be back to their old problems and points of view.”

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Kill me?

10
Dez
09

they will rule the place with cuteness

Adoro como eu sempre esqueço que não posso entrar no Tumblr nas quintas-feiras antes do meu download de Glee terminar, porque o Gleeky sempre inunda o meu dashboard com cenas do episódio anterior. A segunda foto que apareceu quando eu abri o site?

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AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! *heart melts*

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Só espero que eles sejam mais criativos do que fazer o Will correr até o aeroporto atrás da Emma (embora ela e o Kent tenham desistido do casamento no Havaí, então acho que nem teria mais essa possibilidade).

On a related note, adoro que o Matthew Morisson é o novo Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother) – um ator abertamente gay que faz todo mundo acreditar que ele seja the ultimate ladie’s man.

09
Dez
09

twitter update

odeio ler posts antigos e descobrir erros de digitação. odeio mesmo #frustração #careless

09
Dez
09

Coisas que eu achei por aí

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#Encontrei um jeito de arrumar as coisas no meu cantinho da interwebs. Já furei essa regra hoje – bem, criei ela agora -, mas tudo bem. A partir de hoje só algo que for relacionado com a diplomacia vai para o Pgaol, o resto fica aqui, tudo misturado mesmo. Seja lá o que essas coisas forem.

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#Unmarried to each other – um texto que explica muito melhor do que eu poderia (vide post anterior) meu problema com casamentos. É mais um dos meus pontos de vista sobre coisas ridículas que deixam as pessoas horrorizadas. Eu fiquei muito feliz quando a minha irmã decidiu legalizar – porque como exemplifica o texto, é exatamente isso – o relacionamento dela com o obrigatório casamento civil e uma festa simples em casa. Sem vestido branco com cauda, véu e sessões de fotos (ugh). Aliás, nem convite de casamento teve – o casamento foi “organizado” em menos de um mês. O dinheiro que eles gastariam na festa? Minha irmã comprou um carro e eles reformaram a nossa cabana, abandonada há mais de uma década (ficou super fofa e habitável, será palco do Ano Novo). Ano que vem, vão reformar o elefante branco que é a piscina que vem de brinde com a ela.

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#Killing Us Softly 3: Advertising’s Image of Women – jamais verei propaganda da mesma maneira. Killing Us Softly é um documentário sobre como a propaganda afeta negativamente não só a imagem feminina mas também o comportamento das pessoas. Não é um assunto novo (como mostra no título, esse já o terceiro documentário da premiada acadêmica Jean Kilboune), mas o documentário é muito bem estruturado, com análises claras e profundas e um dos pontos mais fortes – para mim – foi como algumas hipóteses de bom senso e igualdade levam a apresentadora, a platéia e nós mesmos a cair em gargalhadas, de tão absurdas que essas situações seriam. O levantamento de propagandas é absurdo, e se não fosse pela credibilidade da própria Jean eu seria tentada a não acreditar que algumas delas realmente existem. E eu digo isso mesmo quando  uma propaganda de carro vem me irritando há várias semanas. Não sei agora de que carro é, mas começa apresentando as vantagens do carro e termina mostrando a melhor delas: a namorada do dono do tal carro (uma linda e loira menina com jeito de modelo, claro).

(E aí eu me irrito mais ainda ao lembrar que para *alguém* essa propaganda funciona. Que eu *conheço* mulheres – eternas adolescentes – que realmente levam em consideração o tipo de carro que um homem tem.  Até mesmo porque homens sem carro não existem no mundo delas. Levanta a mão aí quem já ouviu a frase “ai, mas ele não tem carro!” ¬¬)

A Jean recentemente lançou outro documentário, “Spin the Bottle – Sex, Lies and Alcohol”, que foca principalmente no abuso de álcool nas universidades americanas e como a propaganda (sempre ela), mostra o lado ’sexy’ da bebida e nunca a manhã seguinte. Como incita os homens à demonstrar masculina pela violência e as mulheres a um falso senso de auto confiança – quem aí consegue discordar desses dois argumentos?Eu consegui assistir apenas uma prévia disponível no site, se alguém esbarrar em um download, agradeço muito (não precisa de legendas em português, vou mostrar pra minha mãe não).

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#I Hate My Parents tumblr: porque pessoas idiotas serão pais idiotas.

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#Pajiba’s Greatest Love Stories of the Aughts: eu sou viciada nas listas do Pajiba, principalmente as Seriously Random Lists (“New Historically (In)accurate Films for Mel Gibson to Ruin“) geralmente compiladas pelo Dustin Rowles  (que também assina essa) . Mas eles acertam também nas listas mais sérias, como essa em que ele elege os melhores romances da primeira década do século XIX – e no Pajiba romance não é sinônimo de comédia romântica. Fiquei feliz de ver “Quase Famosos” nessa lista.

“Almost Famous has got it all, y’all. It’s a slightly tipsy, 2 a.m.-phone-call kind of movie that introduces the best musical moment in cinematic history, the “Tiny Dancer” bus scene that will buckle your knees, make the hair on  your arms salute the gods, and then detonate inside you. Almost Famous harkens back to a time when music offered salvation instead of an insipid avenue to that faux-hipster vibe and, if you can’t find some sort of romantic symbiosis when Phillip Seymour Hoffmann pronounces that “The only true currency in this bankrupt world is what you share with someone when you’re uncool,” then you don’t belong together.”

“Qause Famosos” chegou sorrateiro e se instalou feito posseiro dentro do meu coração, gente. Vocês não têm idéia. Único filme além de LotR que eu assisti a versão do diretor.

“Where do you get sweet? I am dark and mysterious, and *pissed off*!!“. Oh, Will. </coração miguxo>


08
Dez
09

Pointless

“Mas porque esse assunto é tão importante pra você?”

Eu adoro o fato de que tenho opiniões bem definidas sobre determinados assuntos e na hora que alguém mais experiente me faz uma pergunta simples eu fico hesitante e não sei o que dizer. A mesma pessoa que me fez essa pergunta diria que isso acontece pela minha insegurança. Por que eu sou um poço de autoconfiança e insegurança ao mesmo tempo, e se eu acreditasse em astrologia diria que isso é coisa de geminiano, mas a verdade é que é tudo resultado (culpa) da minha criação – não estou aqui colocando culpa nos meus pais, criação envolve família, amigos, escola e tudo o mais com o que você convive.

É engraçado que eu sempre tive um pouco disso. Entre meus ‘colegas’, sempre me senti um pouco acima (ninguém mandou me apelidar de ‘dicionário’), mas entre pessoas mais velhas e mais estudadas eu me sinto um abismo de ignorância. É como se as minhas opiniões não valessem por eu ter lido menos, vivido menos, não tenha na minha cabeça a lista dos melhores jornais publicados na Moldávia. Deixei de fazer muitas coisas por causa disso. Todos os meus colapsos nervosos em relação ao CACD são resultados disso. Em um (!) aspecto, eu concordo com a minha mãe sobre a minha participação em modelos da onu: ter contato com pessoas da mesma idade que viajam para o leste europeu, realmente sabem do que estão falando nas simulações (eu só fingia que sabia), opinam com argumentos sobre tudo, estudam nas melhores universidades e têm acesso aos melhores professores, bibliotecas e cursos preparatórios, bem, não ajuda muito. E aí você tem pessoas repetindo que você tem conhecimento adquirido, que você lê muito (grande porcaria) e bla bla bla, bom, isso é ladainha e não ajuda em nada. Eu não achava que seria capaz nem mesmo de fazer uma monografia. Bem, eu fiz, e tirei 10, assim como 95% da minha turma. Não desmerecendo o trabalho deles, mas se a grande maioria (existe pequena maioria?) tira a nota máxima, acho que isso diz mais sobre as bancas avaliadoras do que sobre os trabalhos individuais. E desmerecendo o trabalho deles, em uma das poucas matérias que tivemos com um professor realmente foda, que saía da ‘caixa’ (ter bons professores em matérias como processo civil significa simplesmente que você aprende a usar de forma inteligente os instrumentos a sua disposição, mas não necessariamente desafia a pensar – isso você vai fazer sozinho quando for trabalhar se tiver capacidade para tanto) – anyway, a maioria dos meus colegas não gostava das aulas dele, por esse mesmo motivo, porque ele não repetia o que estava escrito nos livros e nos forçava a ler e pesquisar. Aparentemente, eu fui umas das poucas que fiz isso, porque em dos momentos mais horrorosos da minha vida acadêmica, ele usou a minha prova de modelo para explicar para a turma porque eles haviam zerado a prova. Vocês podem imaginar o quanto a turma ficou grata à minha pessoa (mas tudo bem, dois anos depois eu desmaiei na aula, quebrei o dente que por sua vez quebrou minha boca, o que resultou na imagem da minha pessoa desfalecida, roxa e sangrando horrores, pânico geral e colegas chorando a minha mote – sério. Ganhei simpatia). É claro que usar a prova de um aluno dessa maneira foi um equívoco do professor, mas mesmo assim, o fato da turma ter ficado indignada porque alguém ousou ler livros além da bibliografia básica e não trechos deixados no xérox e citar vários autores na prova diz muito sobre a qualidade dos alunos e das nossas universidades. Sempre achei estranho que a média exigida pela USP é 5,0 enquanto que na maioria das universidades, inclusive na minha, a média é 7,0. Bom, pelo contato que eu tenho com alunos da USP, eles fazem aquilo que poucos professores por aqui tentaram fazer, e não obtiveram sucesso. Cheguei a ter a mesma professora na única área do Direito que me interessa, mas ela acabou saindo no meio do semestre e a turma respirou aliviada por estar livre de um exame e provável reprovação. Outra foi alvo de críticas por dar aulas pesadas demais – “ela deveria dar aula para alunos de doutorado” – quando na verdade nós só não conseguíamos acompanhar por simples falta de hábito. A qualidade de ensino que tivemos no primeiro semestre não foi mantida durante o restante do curso, e se alguém levantar o argumento de que estudei em uma faculdade particular, saiba que os professores eram os mesmos da universidade federal (Santa Maria é uma cidade pequena com 270.000 habitantes) e a única diferença era que não precisávamos organizar seminários para levantar dinheiro para a compra de livros para a biblioteca.

Nesse ponto, aliás, nós tínhamos um professor que perdia aulas e aulas reclamando do nosso comportamento. Que não estudávamos, que os alunos da federal eram muito mais aplicados, que não podiam usar notebooks nas aulas porque as tomadas não funcionavam, muito menos havia internet wireless à disposição. Se ele utilizasse o tempo da aula para nos ensinar ao invés de tentar nos deixar para baixo, teríamos aprendido muito mais. E nos cadernos dos alunos da federal, muitas aulas constavam de um único parágrafo (como as nossas anotações no Word), e muitas sentenças terminavam em reticências – geralmente ele divagava em alguma anedota sobre o trabalho dele no Judiciário. Não posso afirmar que ele elaborava provas mais fáceis para a nossa turma do que para os alunos da federal (eu, pelo menos, me lembro de estudar muito para as provas dele), mas se ele fazia isso, não vejo como isso é nossa culpa. Professores que querem que seus alunos aprendam de verdade exigem o nosso máximo e não o nosso mínimo.

(pequena pausa: eu cursei alguns semestres de Ciências Sociais na federal, e larguei porque não via futuro. E não vejo como a falta de recursos financeiros – que na verdade eram e devem ser ainda, enormes mas desviados para o bolso de muita gente -, influencia no esforço dos alunos. Cadeiras quebradas e teto com buracos não ajuda nem atrapalha ninguém. Eu tinha um outro olhar sobre os professores do curso por ter um colega na faculdade, extremamente humilde e absurdamente inteligente, que é Phd e professor da pós-graduação o curso, e eu já sabia de antemão as dificuldades que enfrentaria. A área que eu queria – política – possuía um professor e meio. Os livros requeridos não existiam na ‘biblioteca’, e eu não sei como a maioria dos meu colegas, a sua maioria de baixo poder econômico, fazia para obter os livros. Lembro que alguns alunos que já haviam cursado aquelas matérias vendiam seus livros – deixando assim de ter livros importantes à sua disposição. Sem falar que o grande mal da federal – daqui, pelo menos – são os próprios professores. Enquanto os professores das particulares continuam seus estudos e trabalham com afinco para manter o seu emprego, professores da federal fazem um mal acabado doutorado para imediatamente se aposentar com um salário maior. As poucas exceções acabam sendo rechaçadas por esses professores).

Olha eu divagando como um professor incompetente.

A questão é que: muitas vezes, até mesmo aqui, eu acabo ficando com medo de me expor. Na época de um dos últimos (e sangrentos) conflitos entre israelitas e palestinos (por que se fala “entre judeus e palestinos”? Por que não “judeus e árabes”? Sim, há árabes fora da Palestina, da mesma forma que há judeus fora de Israel), eu cheguei a escrever um texto bem argumentado (do meu ponto de vista, anyway) e antes de publicá-lo li outro texto – nem lembro de quem agora – que falava exatamente o contrário, e eu acabei deixando de lado. Claramente essa pessoa sabia mais do que eu. Agora, por exemplo, tenho a sensação de que alguém está lendo isso e encontrando vários erros e sacudindo a cabeça pensando “quem diabos ela é e que bobagens são essas?”. Bom, pelo menos aqui, ninguém vai me dizer isso na cara. Se eu quiser, posso deletar comentários.

Eu penso que – e agora contrariando o que eu disse no ponto 8 do último post lá do Pgaol – muito disso é derivado da minha criação. Por mais que meu pai, há muito tempo, tenha me desafiado a contrariar as opiniões dele, e minha mãe se gabe pra os outros da minha inteligência, isso nunca valeu para opiniões dentro de casa, em assuntos familiares. Nunca houve liberdade de expressão, por assim dizer. E aí você vai dizer que “ah, mas ninguém contesta os pais”, mas cada um tem o seu ambiente familiar. Crescer com um pai que poderia ser General do Exército durante a ditadura regime militar e uma mãe que não o contestava antes por achar normal e agora não o faz para evitar conflitos e colocar tudo a perder não é exatamente fácil. Nunca houve nenhum tipo de abertura. A máxima do “não é não” sempre foi levada ao pé da letra por aqui. Ainda hoje, quando eu tento expor meu ponto de vista e fazer alguma coisa, eu estou errada e não entendo as coisas. É engraçado minha mãe reconhecer que minha irmã e eu fomos criadas de uma maneira extremamente severa, mas afirma que eu sempre fiz tudo que quis. Como assim? Eu não entendo. Eu não entendo o conceito de responsabilidade, mas ela nunca deu oportunidade para eu quebrar a cara, sempre deixou eu desistir de tudo quando encontrava a menor dificuldade. Minha irmã mais velha casou, tem um bom trabalho, é independente, tem planos de ter filhos, enquanto eu sou completamente screwed up, e eu tive que ouvir esses dias que ela sempre achou que quem sairia traumatizada da história seria a minha irmã. Como assim? Não entendo.

Vocês notem a diversidade de temas nesse texto. Reflexo da minha total falta de organização. Que por sua vez é um reflexo da total falta de organização dos meus pais e da minha vida familiar como um todo. Do absurdo – do meu ponto de vista, que é sempre errado – que é as pessoas exigirem de mim mais independência, quando qualquer tentativa é bombardeada com o argumento de que eu não tenho autonomia financeira (e é seguido por um tratamento de gelo e você é obrigado a discutir não com a pessoa que causa os problemas, mas sim com quem está tentando remediar a situação). Bom, nós como família não temos isso. E eu não tenho só que me alimentar e pagar a conta de luz, tenho que pagar pelos meus remédios, nada baratos e para problemas físicos que não estão ao meu alcance curar, como poderia ser como uma depressão, por exemplo. Eu acabei de me formar. Onde vou arrumar um emprego que me garanta isso? Passar no CACD, obviamente, é uma saída. Mas eu ainda não encontrei um modo organizado de estudar nem tentativas que não sejam interrompidas por problemas, dia sim dia não. É fácil falar “pega um livro e estuda”, quando não se vive em um caos, e você não é um pessimista por natureza. Quando você tem pensamentos extremamente negros. Eu ainda não achei uma saída. Se tivesse, não estaria aqui escrevendo ao invés de ler “O Brasil e a Liga das Nações – vencer ou não perder”. No momento, eu não me vejo vencendo.

Um dos motivos pelos quais eu havia decidido não escrever mais coisas assim, é que mesmo que você reitere, poucas pessoas entendem que certos comentários não são de bom grado. Ninguém sabe pelo o que o outro está passando e poucos acertam no tom. Eu poderia contar nos dedos os amigos que conseguem tal façanha comigo. Como eu disse, os nossos calos sempre doem mais. Eu admiro muito uma amiga que passou e ainda passa por uma situação completamente diferente da minha e eu considero que seja ainda pior, mas que é uma pessoa alegre que reconhece que o presente é difícil mas acredita que o futuro só tende a ser melhor. Eu não sou assim. Provavelmente estou me sentindo pior agora porque o fim do ano está chegando e não há nada que eu odeie mais do que o Natal e principalmente o Ano Novo. O Natal não é nem ao menos comemorado na minha casa, e eu odeio desejar feliz Ano Novo as pessoas quando todo ano que se renova é apenas continuação das mesmas situações ruins. Não há nada especial na mudança do calendário. Dia 1º de janeiro não traz nenhuma promessa de coisas boas por vir, a não ser as férias de quem trabalha 50 semanas por ano.

O objetivo desse texto? Absolutamente nenhum. Desculpa se você chegou até aqui esperando alguma coisa. É, mais ou menos, como a virada do ano. Pointless.

null

25
Nov
09

Margot Tenenbaum feelings

 

I don’t know. I just don’t really feel like it.




Who?

Holly, Amy, Maysa, Mandy... seja qual for o pseudônimo, eu procrastino, faço drama, me machuco, leio bulas de remédio, não uso calça jeans, trabalho e estudo e passo mais tempo online do que deveria. Espero ansiosamente pelo dia em que criarei juízo.

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The Out Campaign: Scarlet Letter of Atheism

 

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